Tuesday, May 31, 2005

A Little Help From My Friends

Enya canta a conclusão dos acontecimentos dos meus últimos dias:

Who can say where the road goes
Where the day flows, only time
And who can say if your love grows
As your heart chose, only time
Who can say why your heart sighs
As your love flies, only time
And who can say why your heart cries
When your love lies, only time
Who can say when the roads meet
That love might be in your heart
And who can say when the day sleeps
If the night keeps all your heart
Night keeps all your heart
Who can say if your love grows
As your heart chose
- Only time
And who can say where the road goes
Where the day flows, only time
Who knows? Only time

Do meu último post até esse, durante vários dias tive vontade de escrever sobre os mais variados acontecimentos, variando da alegria à decepção. Por falta de tempo e saco, fui adiando. Ainda bem. Porque o motivo da alegria já passou, e a decepção já se repetiu. Então teriam sido posts de curta vida e raso sentido. O bacana foi perceber que tenho algo de extremamente maravilhoso, que me dá muita alegria, e dificilmente me decepcionará em níveis imperdoáveis: meus amigos. Não importa quantos sejam, no singular já seria sorte. No plural, é um enorme privilégio.

Voltem sempre a minha casa. Voltemos sempre ao Zé do Mangue. Voltemos, sempre.

O que teria sido esses dias se não fossem vocês...

Friday, May 20, 2005

Noite

“Amo a noite, de paixão. Amo-a como se ama o seu país ou sua amante, de um amor instintivo, profundo, invencível. Amo-a com todos meus sentidos, com meus olhos que a vêem, com meu olfato que a respira, com meus ouvidos que escutam seu silêncio, com toda minha carne, que as trevas acariciam”. – Guy de Maupassant.

“É difícil descrever para um ser urbano eletrificado o prazer de dormir com os grilos, ler de lampião (...). O prazer de não ter um único vizinho aceso, de não ver um poste, de não ouvir barulho de cidade ou de carros – e estar tão perto de tudo. (...) Receber um telefonema, nem pensar. (...) Vê-se muito mais a noite num lugar onde não há luz”. – Amyr Klink.

Tuesday, May 17, 2005

I Will Survive

Eita, que o final de semana foi agitado.

Na famigerada sexta-feira 13, a comemoração da minha vigésima quinta primavera foi no Cumpadi Marinho, lugarzinho que eu ainda não conhecia, mas achei muito aconchegante. A banda de blues foi o detalhe que me fez decidir por lá e, de fato, tocando suavemente ela deu um toque especial. A lista de presença foi recheada de nomes, vários inclusive gravados a ferro e fogo no meu coração: Priscilla & Rafael, Amanda, Danilo, Jordana, Anderson & Aline, Sellaro & Mirella, Suzette & Felipe, Alécio, Goethe, Isaac Cândido & Andréa, Pedro, Márcio & Juliana, Mimi Rocha, Rodrigo etc (caso eu tenha esquecido alguém, foi mal aí...). Agradeço demais a presença e o carinho de todos vocês. Agradeço muitíssimo também a todos que mandaram scrap, mensagem pro celular, e-mail, cartão virtual ou que telefonaram.


Saldo Parcial 1: umas 3 cervejas, eu acho; alguns elogios (apesar da data ser suspeita); um novo bar pra ir nas sextas; rever pessoas que eu amo e não via há séculos; rever pessoas que eu tô sempre vendo mas é ótimo ver mais uma vez; alguns “penetras” que foram muito bem-vindos; muuuuuuita risada no banheiro com a Pri e a Manduca (a ponto de sermos expulsas); o cd “The Very Best of George Benson” (valeu!).

Obs.: dane-se, BH!!!!!!!


Sábado à tarde, hora de zarpar pra Guaramiranga, trabalhar. Cumprida a função, a festa continuou.

Saldo Parcial 2: 4 cervejas (um recorde!!); alguns elogios (dessa vez talvez sinceros); rever/conhecer pessoas que eu nunca mais quero ver nem pintadas de ouro; rever pessoas com as quais eu me diverti muito; conhecer a música mais linda do mundo, “Recuerdos”; um par de botas novas com os saltos já estragados de tanto dançar; diversão na mesma medida da decepção; alegria na mesma medida da raiva.

Obs.: dane-se, Mister M!!!!!!!


Saldo Total: ô final de semana desmantelado.

Friday, May 13, 2005

25

Hoje eu vou de Ataulfo Alves:

“Fui me olhar no espelho
Fiquei com pena de mim
Por me ver tão acabado
Tão triste, desanimado
E eu não sou tão velho assim...”

“25 anos eu tenho de samba
E e o meu prazer é cantar
Tantos desenganos a vida me traz
Mas não deixarei de sambar
Não vivo sem meu violão
Porque tenho a batida do samba
No lugar do coração”.


Eita, 25 anos. Soa pesado. Bateu a crise existencial. Passa rápido demais. É por isso que eu insisto: carpe diem.

Engraçado, eu tinha visto isso naquele filme “Vida de Solteiro” e agora me sinto do mesmo jeito: uma das personagens diz que, quando criança, se imaginava já com filhos e viajando em bolhas quando tivesse 25. Eu também imaginava que nessa idade as coisas estariam mais adiantadas. Dispenso os filhos, por enquanto, e as bolhas. Mas um pouco mais de definição seria bom. Paciência.

Tive um bom ano. Boa saúde, com a minha família por perto, dinheiro pra viver, recuperei amizades perdidas e fiz algumas novas, fiz bons trabalhos, me diverti muito, mudei (pra melhor) em algumas coisas, conheci e fiz coisas incríveis.

Daqui pra frente, com o peso dos 25 anos, acho que terei mais pressa do que nunca. “Meu bem, talvez você possa compreender a minha solidão, o meu som, e a minha fúria e essa pressa de viver...”

Wednesday, May 04, 2005

Mostra Buñuel

- Serviço de Utilidade Pública -

Para os amantes do bom cinema:

Mostra Luis Buñuel no cineclube MIS durante os meses de maio e junho, toda terça, às 18:30h. O primeiro foi "Um Cão Andaluz". Eis o restante da programação:

10/05 - "A Idade do Ouro"

24/05 - "Os Esquecidos"

31/05 - "O Anjo Exterminador"

07/06 - "A Bela da Tarde"

14/06 - "Tristana"

21/06 - "O Fantasma da Liberdade"

28/06 - "Esse Obscuro Objeto do Desejo"

Ouvi certa vez uma teoria interessante, uma suposta interpretação para "Um Cão Andaluz", ou pelo menos para parte dele (que Buñuel não me escute). Quando assisti agora nessa mostra, pela terceira vez, suspeitei que possa fazer algum sentido. Alguém se atreve?

Sunday, May 01, 2005

Show do George Benson

Bom demais, bom demais, bom demais. Além do mais, foi bom demais.

”Whenever dark has fallen
you know the spirit of the party
starts to come alive.
Until the day is dawning
you can throw out all your blues
and hit the city lights.
'Cause there's music in the air
and lots of loving everywhere
so gimme the night. Gimme the night.

You need the evening action,
a place to dine, a glass of wine,
a little late romance.
It's a chain reaction.
You'll see the people of the world
coming out to dance.
'Cause there's music in the air
and lots of loving everywhere
so gimme the night. Gimme the night.

So come on out tonight
and we'll lead the others
on a ride through paradise.
And if you feel all right
then we can be lovers 'cause I see that
starlight look in your eyes.
Don't you know we can fly?
Just gimme the night. Gimme the night.

And if we stay together,
we'll feel the rhythm of the evening
taking us up high.
Never mind the weather.
We'll be dancing in the street
until the morning light.
'Cause there's music in the air
and lots of loving everywhere.
So gimme the night. Gimme the night...”