Primeira parada: MIS, para o lançamento da nova exposição. Bom papo, cervejinha, ok, ok, vamos pra farra. Com tantos articuladores regionais reunidos, não poderia ser diferente: cada um tinha uma direção em mente. Venceu o time da casa e fomos para o “anexo” do Bar do Papai. Eita, eita, que muvuca massa. São Francisco se fez presente e um porquinho de pelúcia foi, sem querer, e no mínimo, irônico. Chega mais um, chega mais outro, e eu desisto de ir embora cedo. Quando esfomeados, pulamos para a outra ponta do quarteirão, mas o ritmo alcoólicômico permanece.
Saldo: 7 horas de comemoração, mais de 10 pessoas na mesa, 40 mil cervejas, São Francisco, um porquinho de pelúcia, um livro, leituras gratuitas de mão para sociabilizar as informações (com o lado negro da Força vindo à tona), muito carinho, muitas risadas, muitas pessoas lindas e pró-ativas.
Feliz aniversário com certeza.
Saturday, April 30, 2005
Sunday, April 24, 2005
Os Embalos de Sábado Continuam
“A alegria não parece ter sido feita para o claustro, para se encerrar na comunhão do indivíduo consigo mesmo. Mas para o ar livre, o âmbito comunitário, coletivo. Alegria é contágio. E a nossa alegria mestiça e informal espalha-se irresistivelmente por conta do gregarismo brasileiro. Incorrigivelmente gregários, inventamos todos os pretextos do mundo para propiciar a sua manifestação”. – Antônio Risério.
Wednesday, April 20, 2005
Náufrago, Turista ou Viajante?
Abram alas para a Garota Net. Quando ainda estava doente, assisti, de novo, “Náufrago”, com o carismático Tom Hanks, de novo, que eu acabara de ver em “Mensagem Para Você” (detalhe nos dois filmes: ele ser um velejador). Ter um blog apelidado de “Diário de Bordo”, estar doente, de cama, sem sair nem na esquina e ver um filme com esse título é, no mínimo, irônico. Meu guarda - mancebo parece não ter sido suficiente e lá se fui eu, direto pro mar.
Com certa dose de imaginação, foi possível ver em mim condições semelhantes às da personagem: privada de maiores contatos com o restante da humanidade, passando por terríveis dificuldades físicas e falando com seres inanimados (meus bichinhos de pelúcia, que gracinha pra alguém da minha idade...).
Não bastasse isso, participei da Maratona “Lost”, quando pude ver os episódios que eu tinha perdido desse estranho e envolvente seriado. Mais náufragos. Assim como no filme do Tom Hanks, também por acidente de avião (me lembrem de nunca mais entrar num avião), ambos fora da rota, procurados no lugar errado. Será que estou fora da rota também? Distanciando-me do meu destino? Longe do lugar onde todos imaginam que eu deveria estar? Onde o resgate será pouco provável? Não sei. Todo dia me pergunto isso, todo dia tento corrigir a rota e não me perder. Mas é complicado manter um curso quando não se sabe exatamente para onde se quer ir.
Mas voltando aos náufragos, não é curioso como as pessoas se comportam nesse tipo de situação? Mesmo que tivessem todo o conforto, somente o fato de estarem privadas de contato com o restante da humanidade já é algo desesperador. Longe das construções simbólicas, dos laços afetivos. Que quebra de paradigmas deve ser. Isso me faz pensar que não é a vida em si que importa ou que preocupa num momento desses, mas as construções que fazemos. Sem elas, quase não suportamos nossa própria existência. E homens como Amyr Klink fazem isso deliberadamente. Vêem no isolamento um objetivo a ser alcançado. Por quê? Como ele reagiria como náufrago? Talvez com o mesmo desespero. Diz ele que pior que não concluir a viagem, é nunca partir. Mas, pior ainda que nunca partir, deve ser nunca voltar.
Às vezes, e vai parecer psicologia de beira de calçada, precisamos quebrar alguns paradigmas, e como náufragos, acharmos no novo habitat formas de sobreviver. Não é agradável, e mesmo que façamos parte de um grupo, ainda assim nos sentimos sozinhos. Citando a contribuição do Danilo no post anterior, música do The Police:
“Caminhando essa manha, não acreditei no que vi
Centenas de bilhões de garrafas trazidas até a praia
Parece que eu não estou só em ser solitário
Centenas de bilhões de náufragos, procurando um lar”.
Mas, assim como o personagem de Tom Hanks diz, temos que seguir respirando.
Canta Janis: “ Freedom is just another word for ´nothing left to loose´ ”. Será? Náufragos seriam livres, então. Parece-me que não. Parece-me que, na verdade, tendo ou não algo a perder, nunca nos sentimos livres. Não ter nada também se transforma em algum tipo de aprisionamento. Ou: não, acho que freedom é na verdade não se importar com o fato de ter ou não something left to loose. Ou talvez freedom is just another word.
Náufrago, turista ou viajante? Segundo Lawrence Durrell, viajante é aquele que traz cicatrizes em vez de compras.
Não sei. Quero me crer como viajante. “Eu marquei com cicatrizes cada pedaço do meu olhar”. Mas ser um náufrago um dia é um risco que todos corremos: turistas, viajantes, turismólogos.
O que a maré me trará amanhã?
("Se a escrita serve de remédio para os nervos, conforme palavra dos entendidos, se é expelida pelos nossos gemidos interiores, e salva a gente dos naufrágios, decerto a minha página de ontem deve ter se nutrido da frustração que me acompanha (...)" - Francisco J. C. Dantas)
Com certa dose de imaginação, foi possível ver em mim condições semelhantes às da personagem: privada de maiores contatos com o restante da humanidade, passando por terríveis dificuldades físicas e falando com seres inanimados (meus bichinhos de pelúcia, que gracinha pra alguém da minha idade...).
Não bastasse isso, participei da Maratona “Lost”, quando pude ver os episódios que eu tinha perdido desse estranho e envolvente seriado. Mais náufragos. Assim como no filme do Tom Hanks, também por acidente de avião (me lembrem de nunca mais entrar num avião), ambos fora da rota, procurados no lugar errado. Será que estou fora da rota também? Distanciando-me do meu destino? Longe do lugar onde todos imaginam que eu deveria estar? Onde o resgate será pouco provável? Não sei. Todo dia me pergunto isso, todo dia tento corrigir a rota e não me perder. Mas é complicado manter um curso quando não se sabe exatamente para onde se quer ir.
Mas voltando aos náufragos, não é curioso como as pessoas se comportam nesse tipo de situação? Mesmo que tivessem todo o conforto, somente o fato de estarem privadas de contato com o restante da humanidade já é algo desesperador. Longe das construções simbólicas, dos laços afetivos. Que quebra de paradigmas deve ser. Isso me faz pensar que não é a vida em si que importa ou que preocupa num momento desses, mas as construções que fazemos. Sem elas, quase não suportamos nossa própria existência. E homens como Amyr Klink fazem isso deliberadamente. Vêem no isolamento um objetivo a ser alcançado. Por quê? Como ele reagiria como náufrago? Talvez com o mesmo desespero. Diz ele que pior que não concluir a viagem, é nunca partir. Mas, pior ainda que nunca partir, deve ser nunca voltar.
Às vezes, e vai parecer psicologia de beira de calçada, precisamos quebrar alguns paradigmas, e como náufragos, acharmos no novo habitat formas de sobreviver. Não é agradável, e mesmo que façamos parte de um grupo, ainda assim nos sentimos sozinhos. Citando a contribuição do Danilo no post anterior, música do The Police:
“Caminhando essa manha, não acreditei no que vi
Centenas de bilhões de garrafas trazidas até a praia
Parece que eu não estou só em ser solitário
Centenas de bilhões de náufragos, procurando um lar”.
Mas, assim como o personagem de Tom Hanks diz, temos que seguir respirando.
Canta Janis: “ Freedom is just another word for ´nothing left to loose´ ”. Será? Náufragos seriam livres, então. Parece-me que não. Parece-me que, na verdade, tendo ou não algo a perder, nunca nos sentimos livres. Não ter nada também se transforma em algum tipo de aprisionamento. Ou: não, acho que freedom é na verdade não se importar com o fato de ter ou não something left to loose. Ou talvez freedom is just another word.
Náufrago, turista ou viajante? Segundo Lawrence Durrell, viajante é aquele que traz cicatrizes em vez de compras.
Não sei. Quero me crer como viajante. “Eu marquei com cicatrizes cada pedaço do meu olhar”. Mas ser um náufrago um dia é um risco que todos corremos: turistas, viajantes, turismólogos.
O que a maré me trará amanhã?
("Se a escrita serve de remédio para os nervos, conforme palavra dos entendidos, se é expelida pelos nossos gemidos interiores, e salva a gente dos naufrágios, decerto a minha página de ontem deve ter se nutrido da frustração que me acompanha (...)" - Francisco J. C. Dantas)
Monday, April 18, 2005
Mensagem Para Você
Assisti a esse filme pela milésima vez. Exageros à parte, nem o curso de Cinema na Casa Amarela conseguiu abolir minha simpatia por esses agradáveis filmes românticos que só os americanos parecem saber fazer (simpatia essa que se intensifica quando estou doente e ver tv é a única opção). Esse filme em particular me fez pensar: será esse um dos motivos para se querer um blog? Uma vontade de soltar uma pergunta no espaço, esperando que alguém especial responda?
Que delícia o sonho, a fantasia, a leveza, a serenidade. “Eu te amo sem planos, sem cotidiano, sem porquês, sem final. Eu te amo com o amor mais bonito, para além do infinito, eu te amo”. Sem realidade, continuidade, brigas, traições, tédio, separações. Somente a doçura do primeiro beijo.
Promessas de realização e felicidade. O fato é que compramos a idéia porque acreditamos que possa acontecer. “Minha vida daria um filme”, desejamos secretamente.
Mas, já dizia a sábia frase: enquanto não aparece o homem certo, divirta-se com os errados. Ok. A questão é: haverá o homem certo? Existe isso? O que isso significa? Como saber? Como o reconhecer? O que sentirei? E o pior: terei vontade de permanecer com o homem certo, se encontrá-lo? Será que já o conheci e não notei? Ou notei e me deixei perdê-lo? (“kiss, kiss Mille´s lips...”) Poderá um dos homens errados vir a ser o certo?
Eu, aqui em meu barco, escrevo minhas mensagens, ponho-as dentro de uma garrafa e jogo no mar. Haverá uma resposta, um dia? Haverá cura para o romantismo, um dia? Impressionante: mesmo depois de tantas provas de que a realidade existe... Por que essa necessidade de conexão? Perpetuação da espécie? Razões freudianas?
Ao tentar responder e pensar sobre tudo isso, reconheço que é inegável a vontade de se comunicar com o Outro. Mas percebo ser inegável também que ao manter um blog, a pessoa que mais se aproxima e que melhor fico conhecendo sou eu mesma. E caso alguém ache minha garrafa, eis minhas coordenadas: Rua dos Bobos, nº 0.
PS: nunca li “Orgulho e Preconceito”, e adoro “O Poderoso Chefão”.
Que delícia o sonho, a fantasia, a leveza, a serenidade. “Eu te amo sem planos, sem cotidiano, sem porquês, sem final. Eu te amo com o amor mais bonito, para além do infinito, eu te amo”. Sem realidade, continuidade, brigas, traições, tédio, separações. Somente a doçura do primeiro beijo.
Promessas de realização e felicidade. O fato é que compramos a idéia porque acreditamos que possa acontecer. “Minha vida daria um filme”, desejamos secretamente.
Mas, já dizia a sábia frase: enquanto não aparece o homem certo, divirta-se com os errados. Ok. A questão é: haverá o homem certo? Existe isso? O que isso significa? Como saber? Como o reconhecer? O que sentirei? E o pior: terei vontade de permanecer com o homem certo, se encontrá-lo? Será que já o conheci e não notei? Ou notei e me deixei perdê-lo? (“kiss, kiss Mille´s lips...”) Poderá um dos homens errados vir a ser o certo?
Eu, aqui em meu barco, escrevo minhas mensagens, ponho-as dentro de uma garrafa e jogo no mar. Haverá uma resposta, um dia? Haverá cura para o romantismo, um dia? Impressionante: mesmo depois de tantas provas de que a realidade existe... Por que essa necessidade de conexão? Perpetuação da espécie? Razões freudianas?
Ao tentar responder e pensar sobre tudo isso, reconheço que é inegável a vontade de se comunicar com o Outro. Mas percebo ser inegável também que ao manter um blog, a pessoa que mais se aproxima e que melhor fico conhecendo sou eu mesma. E caso alguém ache minha garrafa, eis minhas coordenadas: Rua dos Bobos, nº 0.
PS: nunca li “Orgulho e Preconceito”, e adoro “O Poderoso Chefão”.
Thursday, April 14, 2005
Hello, I Love You
Carpe diem, né? Ok.
“Hello, I love you
Won’t you tell me your name?
Hello, I love you
Let me jump in your game”
(The Doors)
Eis que alguns detalhes transformam uma terrível obrigação em uma adorável missão. Ansiedade. Sentir-se vivo, pulsando. Há tanto tempo observando e finalmente, rara oportunidade combinada com coragem vinda literalmente do estômago. Ainda assim tremi. Mas a sorte sentou-se ao meu lado, conversou comigo, e pude finalmente relaxar. Pude olhar com calma, enfim, para o que antes era sempre uma imagem da qual se despedir, e fiz acontecer.
Que delícia exercitar o carpe diem e ter o melhor dos resultados.
“Hello, I love you
Won’t you tell me your name?
Hello, I love you
Let me jump in your game”
(The Doors)
Eis que alguns detalhes transformam uma terrível obrigação em uma adorável missão. Ansiedade. Sentir-se vivo, pulsando. Há tanto tempo observando e finalmente, rara oportunidade combinada com coragem vinda literalmente do estômago. Ainda assim tremi. Mas a sorte sentou-se ao meu lado, conversou comigo, e pude finalmente relaxar. Pude olhar com calma, enfim, para o que antes era sempre uma imagem da qual se despedir, e fiz acontecer.
Que delícia exercitar o carpe diem e ter o melhor dos resultados.
Tuesday, April 12, 2005
Carpe Diem
Eu acho que essa lenda de que perto da morte a gente vê um filminho da nossa vida é história pra cinéfilo dormir. Eu só pensei que ia morrer e ponto final. Não deu tempo/espaço de pensar em ninguém, em nada. Em nenhuma das vezes. Dizer o nome do amado no leito de morte? Só se o amado também for médico. Pedir perdão? A mim mesma, por não ter tomado os cuidados devidos. Dizer uma frase de efeito? “Socorro”. Mandar um recado pra alguém? Sim, procurem o John Edwards e tirem a dúvida. Contar um segredo? Sim, que não se vê filminho algum.
Mas, quando o susto passou e a vida voltou ao normal, aí sim, pensei em tudo e todos. Tudo o que eu podia perder, ou melhor, vou, vamos, perder um dia.
Por isso, dane-se quem quiser me convencer de que tudo é assim tão importante. E dane-se quem quiser me convencer de que nada é assim tão importante.
O medo constante de ser a última vez.
O medo constante de - ser - pela última vez.
Carpe diem.
. . .
"`Cause I´ve loved ones in my life
who never knew how much they mean to me
Now I live the regret
my trues feelings for them
never were revelead
So I made promise to myself
to say each day how much they mean to me
and avoid the circumstance
where there´s no second chance to tell them how I feel
So tell that someone that you love
Just what you´re thinking of
If tomorrow never comes (?)"
Mas, quando o susto passou e a vida voltou ao normal, aí sim, pensei em tudo e todos. Tudo o que eu podia perder, ou melhor, vou, vamos, perder um dia.
Por isso, dane-se quem quiser me convencer de que tudo é assim tão importante. E dane-se quem quiser me convencer de que nada é assim tão importante.
O medo constante de ser a última vez.
O medo constante de - ser - pela última vez.
Carpe diem.
. . .
"`Cause I´ve loved ones in my life
who never knew how much they mean to me
Now I live the regret
my trues feelings for them
never were revelead
So I made promise to myself
to say each day how much they mean to me
and avoid the circumstance
where there´s no second chance to tell them how I feel
So tell that someone that you love
Just what you´re thinking of
If tomorrow never comes (?)"
Sunday, April 10, 2005
Embalos de Sábado à Noite
Os embalos desse sábado começaram de acordo com a tradição: samba no Arlindo. Com a deliciosa surpresa de nomes raros terem aparecido por lá (vocês deviam ir mais vezes, viu?). Objetivo: dançar até a banda parar. Durante toda a noite, me encontrava em tamanha paz de espírito e alegria que pude exercer toda a minha capacidade carinhosa com as pessoas amigas à minha volta. Acho que é isso que acontece quando certas coisas sem sentido viram só uma lembrança virada do avesso. Não satisfeitos, implantamos o samba extended version e rumamos para o samba no Amici´s. De cara, encontrei milhares de referências a ecos do passado. Durante o enorme tempo de 3 segundos pensei em retomar contato, mas... pra quê? Causa mortis: falência múltipla de orgãos. Deixa quieto, e me deixe dançar. “E o samba continua na base do ziriguidum, abre a roda moçada, vai entrar mais um”. Ou melhor, entraram mais dois. Com a turma recheada, zarpamos para uma farra na casa alheia, com direito a pit stop no mercado. São Pedro colaborou e mandou uma chuvinha pra acalmar (?) os ânimos. Desvirtuaram o coitado do baralho e tudo vira motivo pra tomar mais uma. Combustível utilizado pelo grupo: cerveja da Antártica, cachaça de Minas e caipirinha do Danilo. Depois, com as equipes formadas, sessão remember com uma brincadeira que pode ser muita divertida, se feita pelas pessoas certas. Não precisa nem dizer que foi sucesso total.
Saldo: 2 cervas (???? tô virando mulherzinha), 2 goles de cachaça, 4 horas de samba, superação de um erro, muito carinho com uma das mais lindas amizades, excelente equipe conquistando a vitória nos jogos olímpicos: 9 x 3 (aha uhu), duas cenas impagáveis: certa pessoa capotada no sofá (tiramos foto, viu? hehehe) e outra imitando o John Travolta.
Em algum momento, eu dizia pro Danilo: deixamos de ser Barrados no Baile pra virar Friends. Sim, em todos os sentidos.
Saldo: 2 cervas (???? tô virando mulherzinha), 2 goles de cachaça, 4 horas de samba, superação de um erro, muito carinho com uma das mais lindas amizades, excelente equipe conquistando a vitória nos jogos olímpicos: 9 x 3 (aha uhu), duas cenas impagáveis: certa pessoa capotada no sofá (tiramos foto, viu? hehehe) e outra imitando o John Travolta.
Em algum momento, eu dizia pro Danilo: deixamos de ser Barrados no Baile pra virar Friends. Sim, em todos os sentidos.
Tuesday, April 05, 2005
Briga Náutica
Meu querido,
treinarei aqui o que pretendo te dizer amanhã (espero conseguir – péssimo ser tagarela só na hora de falar desimportâncias). Meu deus, por onde começar? Por favor, se puder, me perdoe. Fui terrível hoje de manhã. Não sei explicar a razão da minha impaciência. A crítica que você fez, de fato, não era pra mim, mas eu admiro tão intensamente o objeto da crítica, que acabou me ferindo. Foi uma ofensa à minha maneira de pensar, ao que quero ser, a como eu gostaria de viver. O que você chama de discordância, eu vejo como algo bem maior, e chamo de diferentes mentalidades. Pensamos, em certos aspectos, por lógicas tão diversas, que às vezes não tenho mesmo paciência de tentar me explicar. Não duvido que você entendesse, mas... sentir? Não questiono sua inteligência, ao contrário: essa é umas das qualidades em você que mais admiro. Você é o homem que eu mais amo no mundo, e eu daria minha vida por você, mesmo que eu te magoe de vez em quando (raramente, né?). Talvez você saiba que não tenho maldade no coração, e por isso nossa noite tão linda hoje mesmo sem um único pedido de desculpas pronunciado, mesmo depois de um dia todo de distância. Pensei em você tanto, que parecia não te caber mais no meu cérebro. E quando cheguei em casa, o paraíso: você, sorrindo, de braços abertos. Fazendo gracejo, descreveu o meu maior arrependimento como “nossa briga náutica”. E depois, horas de papo bom no escuro. Caberia a citação que meu amigo Danilo tanto gosta: “ah, cala a boca. Você me ganhou quando disse ´oi´ ”. Te amo, pai. Um beijo, sua sempre,
C.
treinarei aqui o que pretendo te dizer amanhã (espero conseguir – péssimo ser tagarela só na hora de falar desimportâncias). Meu deus, por onde começar? Por favor, se puder, me perdoe. Fui terrível hoje de manhã. Não sei explicar a razão da minha impaciência. A crítica que você fez, de fato, não era pra mim, mas eu admiro tão intensamente o objeto da crítica, que acabou me ferindo. Foi uma ofensa à minha maneira de pensar, ao que quero ser, a como eu gostaria de viver. O que você chama de discordância, eu vejo como algo bem maior, e chamo de diferentes mentalidades. Pensamos, em certos aspectos, por lógicas tão diversas, que às vezes não tenho mesmo paciência de tentar me explicar. Não duvido que você entendesse, mas... sentir? Não questiono sua inteligência, ao contrário: essa é umas das qualidades em você que mais admiro. Você é o homem que eu mais amo no mundo, e eu daria minha vida por você, mesmo que eu te magoe de vez em quando (raramente, né?). Talvez você saiba que não tenho maldade no coração, e por isso nossa noite tão linda hoje mesmo sem um único pedido de desculpas pronunciado, mesmo depois de um dia todo de distância. Pensei em você tanto, que parecia não te caber mais no meu cérebro. E quando cheguei em casa, o paraíso: você, sorrindo, de braços abertos. Fazendo gracejo, descreveu o meu maior arrependimento como “nossa briga náutica”. E depois, horas de papo bom no escuro. Caberia a citação que meu amigo Danilo tanto gosta: “ah, cala a boca. Você me ganhou quando disse ´oi´ ”. Te amo, pai. Um beijo, sua sempre,
C.
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