Tuesday, April 12, 2005

Carpe Diem

Eu acho que essa lenda de que perto da morte a gente vê um filminho da nossa vida é história pra cinéfilo dormir. Eu só pensei que ia morrer e ponto final. Não deu tempo/espaço de pensar em ninguém, em nada. Em nenhuma das vezes. Dizer o nome do amado no leito de morte? Só se o amado também for médico. Pedir perdão? A mim mesma, por não ter tomado os cuidados devidos. Dizer uma frase de efeito? “Socorro”. Mandar um recado pra alguém? Sim, procurem o John Edwards e tirem a dúvida. Contar um segredo? Sim, que não se vê filminho algum.

Mas, quando o susto passou e a vida voltou ao normal, aí sim, pensei em tudo e todos. Tudo o que eu podia perder, ou melhor, vou, vamos, perder um dia.

Por isso, dane-se quem quiser me convencer de que tudo é assim tão importante. E dane-se quem quiser me convencer de que nada é assim tão importante.

O medo constante de ser a última vez.

O medo constante de - ser - pela última vez.

Carpe diem.

. . .



"`Cause I´ve loved ones in my life
who never knew how much they mean to me
Now I live the regret
my trues feelings for them
never were revelead
So I made promise to myself
to say each day how much they mean to me
and avoid the circumstance
where there´s no second chance to tell them how I feel

So tell that someone that you love
Just what you´re thinking of

If tomorrow never comes (?)"

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