Wednesday, May 18, 2011

Voltei

Hoje, não sei porquê, me deu uma vontade de mim. Então, voltei.

Um texto que fiz ano passado resume uma parte dos tempos de ausência:

“Por onde começar?

Falo de quando nasci e bla blá blá? De quando meu pai morreu? De quando me casei? De quando me separei? De quando tive filho?

Ou de quando me cansei e gritei (internamente) que tudo fosse pra PQP?
Sim, melhor começar daí.

Um dia, me cansei e gritei (internamente) que tudo fosse pra PQP. Era um dia normal, quente, e o gelágua quebrado há uns 2 anos. Com 146 problemas na cabeça, fiquei muda quando minha irmã ordenou: “Conserte o gelágua! Camile, o que pode ser mais importante que água?!”. Hunf. Item 147 anotado.

Eu nunca fui a mais bem-humorada das criaturas. Tive meus altos e baixos, intercalado por vários baixos. Mas ia ali, arrodeando, desvia daqui, tinha uma pedra no meio do caminho, tropeça aqui, cai acolá, mas depressa levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima e começa a cantar. Mas chega uma hora que se você vê uma maldita pedra, tenta desviar e mesmo assim dá aquela topada que a dor vai na alma, aí você levanta e com a vista embaçada pela poeira que você sacudiu você acaba batendo a cara contra o muro e com o sangue escorrendo do supercílio você não vê o riacho e dá com os burros n´água, bem, aí é hora de rever a situação. Era assim que eu me sentia depois de quase três anos de pedras, muros, riachos e toda e qualquer sorte de mazela. Cite um problema da classe média, eu devo ter tido. Doença? Sim. Morte na família? Sim. Dinheiro? Sim. Gravidez não planejada? Sim. Problemas no trabalho? Sim. Fim de amizades? Vacilo no financiamento? Briga em família? Mudança de endereço? Sem telefone? Sem internet? Problema com o ex? Prender o dedo na porta? Não conseguir um táxi? Privada entupida? Cupim? Sim. Sim. Sim.

E por aí asSIM vai.

Quanto mais sim eu respondo aqui, mais o não me batia na cara na vida”.


Hora de repaginar total. E assim o fiz. Oh, sim.

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